Não sintas
E pensa nisso.
Assiste à passagem de uma vida
Que não queres viver.
E quando fores o fundo
No fim do mundo
O que não viste não dói.
Como uma nuvem que passa
E nada muda.
Vieira McNeal
E pensa nisso.
Assiste à passagem de uma vida
Que não queres viver.
E quando fores o fundo
No fim do mundo
O que não viste não dói.
Como uma nuvem que passa
E nada muda.
Vieira McNeal

4 Comments:
É como se te fosses apurando. Sei que te preocupa a "influência", mas está tão filtrada, e o discurso é teu! É uma beleza de poema - contido, subtil. Até na delicadeza da melodia.
Que bom poder ler isto, Diogo!
Já por aqui tinha andado, e falei com entusiasmo da tua poesia. Este poema é bem lindo e fundo. Vou pôr um link das Coisas do Puto nas Musas Esqueléticas. Embora esqueléticas nada as impede de só gostarem do que é bom, ainda que nunca engordem: o tempo não vai de feição para versos. Mas isso não quer dizer nada.
Muito bonito, o poema. É sempre bom depararmo-nos com novos poetas com esta "lucidez lírica".
Eu gosto do poema,Diogo.Continua!
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